Relendo outras leituras

A mídia nos aborda todos os dias com suas investidas de puro cunho capital. Os jornais publicam fatos que geram receita e nunca os que geram conforto e alegria. Vemos as diversas leituras do mundo e os caminhos a que nos levam tais reflexões. Mas tem gente querendo ensinar algo mais que incorporar uma marca de sucesso, um clichê artístico, um pormenor de luxo. Tem gente querendo mostrar quão importante é a vida, e se não sabem que é isso o que estão fazendo, do alto de seu engano estão causando aos que o leem a abertura de sua visão de mundo.
Assistindo ao filme "Avatar", dirigido por não menos que James Cameron, um mestre em nos levar ao âmago dos sentimentos mais profundos, fascinei-me com a história de um povo hominídeo que habita um planeta chamado Pandora. O nome fez-me lembrar das aulas infinitas de literatura na faculdade, nas quais aqueles professores maravilhosos me faziam viajar pelo universo mágico da palavra, confundindo-me, muitas vezes, pois me deixava sentir vivendo lá. As características daquele lugar, o projeto que levava humanos a ser um deles para que pudessem conhecer o seu mundo de perto, bem como as razões das duas formas de se buscar esse conhecimento, chamaram a minha atenção para um fato que muito preocupa quando o assunto é futuro da humanidade terrestre. Estamos nos preocupando com o nosso bem estar?
Pandora é um paraiso no qual tudo converge para uma forma única de ser: nada somos, mas podemos ser tudo, desde que tenhamos a consciência de que o universo à nossa frente é apenas emprestado e que todos têm direito a cada pedaço de chão e ar naquele lugar. A biodiversidade apresentada e estudada pela Phd fictícia, Drª Grace Augustine, o seu deslumbramento por cada descoberta e o seu amor pela vida, encantam e pedem uma tomada de consciência. A abnegação daquele povo em cuidar de cada planta, cada semente lançada no ar, de cada animal, com os quais sempre estão sintonizados é a certeza de que essa realidade está nos faltando e que precisamos nos apossar dela. Ficção ou não, o fato é que a  história do filme nos leva a refletir. A sintonia daquele povo com a natureza, suas crenças de que toda a energia que utilizamos é apenas emprestada e que devemos devolver um dia nos pede que pensemos mais no que fazemos para promover o progresso. Nesse ponto surge um paradoxo uma vez que o diretor faz qualquer coisa para promover o seu trabalho, sem notar o valor da mensagem que está passando para as pessoas. Talvez nem ele mesmo veja o que está ensinando. Mas as pessoas estão vendo e se não atentarem para mais um filme record de bilheteria, poderão enxergar as verdades as quais precisamos enxergar e incorporá-las se não quisermos que o nosso futuro seja como o retratado em "2012" e ou em "O dia depois de amanhã." O que sei é que os alertas são constantes, mesmo que sejam para vender ingresso.
Olhemos mais para o que vemos, leiamos mais os livros virtuais ou reais que se nos apresentam, aprendamos mais com as pequeninas coisas que o mundo nos proporciona.
Com vocês... Avatar!

Comentários

Anônimo disse…
MUITO BEM PORFESORA TEM MUITAS PESSOAS QUEM NÃO SABEM QUE O QUE ELES ESTÃO DESTRUINDO UM DIA VAI FAZER FALTA PARA ELES E PARA O PLANETA MESMO QUE VEJAM OS ANÚCIOS NÃO VÃO NEM LIGAR POIS VÃO DIZER QUE NÃO É DA CONTA DELES...

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