Inclusão começa na família

Falar de deficiência requer muita discrição e conhecimento de mundo. Classificar alguém como deficiente somente pelas suas limitações físicas é sinal de total despreparo com relação à vida. 

 Segundo Mário Quintana, "deficiente é aquele que não se permite amar, perdoar e aceitar o próximo como ele é. É aquele que não consegue transformar sua vida, pois vive conforme a visão dos outros, aceitando imposições externas e sem consciência...". Vou mais além, deficeinte é aquele que não consegue enxergar um palmo adiante do seu nariz, que ri das limitações alheias e nada faz para tornar o mundo melhor ao seu redor.

 Nesse contexto, quero apresentar o trabalho de uma mãe dedicada que encontrou a luz no fim do túnel, superando obstáculos inimagináveis para a nossa condição de descrentes humanos. Dentre tantas coisas ruins a que tiveram que se submeter, ouvindo de pessoas idosas, inclusive, que o seu filho tetraplégico era um abacaxi, encontrou o conforto e a coragem de acreditar que aquele comentário seria a força que lhe faltava para superar mais obstáculos. Em casa, no auge da sua decepção, Deus lhe fala na voz de seu marido que o abacaxi é uma fruta de aspecto rugoso, feio por fora, mas muito saboroso por dentro, o que a torna atraente. É ai que começa a nossa tomada de consciência. Os pais  dessa pessoa tão linda chamada Jônatas Emanuel vem nos ensinar que a inclusão começa na família. Se você que é pai e mãe não aceitam seu filho por ser limitado fisicamente, como deve querer que ele seja aceito pela sociedade? Se você que o concebeu, gerou e criou não o aceita e ama, como vai poder exigir amor e atenção das pessoas de fora do seu convívio? Para explicar melhor e fazer você, leitor, entender a grandeza, a importância de amar e preservar a integridade da pessoa que tem limitações físicas, Rose Santana escreve a história de sua luta contra o preconceito com pessoas limitadas. O livro conta a história de Jônatas e sua família, como seus pais conseguiram desenvolver uma pessoa que nasceu com deficiência mental, altismo e tetraplégico. A missão desses pais vai além do didatismo, mas é através dele que a mensagem de vida e fé nos é passada.
Miremo-nos nesse exemplo. Eu convido você que é professor, que é pai e mãe de filhos limitados fisicamente a conhecer e utilizar o trabalho de Rose Santana. Para adiquirir esse livro você pode contactar a autora em Canindé do São Francisco através do telefone (79) 3346-1328. Em Monte Alegre de Sergipe, procurar a professora Betania Maria residente à praça José Inácio de Farias, 391. O custo é simbólico e parte das vendas será revertida em recursos para a casa de apoio ao deficiente lá em Canindé, instituição presidida pela própria Rose Santana.
Confira e aplique as idéias de Rose. Vale lembrar que ela dá oficinas de inclusão para escolas que desejarem. Vale a pena conferir!

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