Tradições culturais

Tradições Culturais de Monte Alegre de Sergipe

A palavra “tradições” remonta e aponta um passado que para muitas comunidades está muito distante. Preservar os costumes, a identidade cultural tornou-se, como dizem os mais jovens, careta, dispensável. Mas ainda há quem conte como eram as festas “das antigas” e faça com pelo menos a memória dessas tradições ainda permaneça viva.

Conta-nos a professora aposentada, Maria das Graças Brito, Gracinha, que as festas em Monte Alegre de Sergipe circulavam em torno da igreja católica no centro da cidade. Os mais velhos diziam como ditado que só se divertiam nas quatro festas do não, mas que eram festas de verdade. Elas compreendiam o Natal, com quermesse e muita religiosidade, a festa do padroeiro Sagrado Coração de Jesus com seus benditos entoados em muitas vozes, montando uma melodia do céu. Essa festa culminava com o São João, com casamento caipira, fogueira, forró e quadrilha. Em setembro era comemorado o dia da independência do Brasil com muita festa e respeito, demonstrando o patriotismo do povo montealegrense. Por último, uma data especial, o 25 de novembro, marcando a emancipação política do município, a qual era celebrada com muita festa, vaquejada, bailes e manifestações culturais de todos os tipos.

Em cada uma dessas festas os acontecimentos culturais eram bem significativos. Reisado, Pastoril, Cavalhada, Vaquejada, baile acompanhado de bandas de pífanos, aboios, quadrilha, samba de coco, brincadeira de roda, roda de violeiros, nas quais, ao redor de uma grande fogueira, ouviam-se as histórias, os “causos” do sertão as histórias de fogo corredor, de mula-sem-cabeça e as histórias de Camões.

Por muito tempo esses costumes embalaram e conduziram a população desse lugar, até que os velhos foram ficando mais velhos e as crianças for\m crescendo e acompanhando as mudanças sofridas pela sociedade em geral e decidiram que cabiam em seu mundo essa cultura tão viva no meio popular.

Hoje alguns professores apaixonados pela nossa cultura tentam manter vivas essas tradições, sugerindo em suas atividades que remontem esses quadros de outrora. Todos acham “bonito”, mas não se encantam a ponto de recriar, apresentar como sua identidade cultural.

É o progresso nos ensinando a encher de mofo nossos costumes mais belos. Que cada um faça a sua reflexão.

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