Festa de São João em Monte Alegre de Sergipe versão 2011

Todo ano Monte Alegre de Sergipe se veste de alegria para comemorar a festa mais popular do sertão. A folia começa com o encerramento das aulas nas escolas. Na Gildete tem quermesse, no 28 de Janeiro disputa de barracas e no Arraiá do Zé, a maior festa de escola da região, a Placa Luminosa fez a diferença. Em todas elas tem casamento caipira, comidas típicas, forró e gente de todo lado. Tudo como preparação para a festa maior, que é o Forró Alegre.
Toda manifestação popular é importante e singular em cada região, mas a festa do São João é a mais bela e significativa de todas. As ruas são enfeitadas com bandeirolas e fitas, a expressão nos rostos das pessoas é de pura animação. Mesmo com a premissa de um inverno sem chuva, as pessoas foram às ruas para dançar, brincar, comer milho assado na fogueira e canjica, pamonha e mungunzá, arroz doce e bolo de milho, manauê e licor de umbu e genipapo, bolo de arroz e macaxeira, cuscuz de milho com arroz, regado ao leite de coco, cocada de batata de umbu e cabeça de frade... tudo muito gostoso!
As famílias se ajuntam e invadem a praça do forró das oito da noite até as sete da manhã do outro dia por quatro dias seguidos, encerrando a festa com o casamento caipira, cujo cortejo sai todos os anos do povoado Baixa da Coxa.
Cavaleiros, motoqueiros e motoristas vão até o povoado para o tradicional forró e de lá saem em cortejo para a cidade, onde realizarão a cerimônia na praça do forró. Cavalos, carros e motos se misturam junto ao povo e a festa vai até o anoitecer. Este ano o forró lá foi maior e o cortejo atrasou, chegando tarde na cidade, mas nada impediu o brilho da comemoração.
Tradição, forró e folia são os temperos das festas juninas de Monte Alegre de Sergipe. Sei que em todo lugar é assim,  mas o calor das gentes é diferente e fervoroso de acordo com a região. Afirmo que melhor São João que o nosso não há, pois tem a nossa identidade, o nosso jeito, o nosso traquejo e a nossa cultura. Que me perdoem se lhes parecer descompostura, mas formusura igual a nossa só mesmo se nascer outra cultura.

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