Museu de Leitura: a crônica de um tempo.

Ler ultrapassa qualquer possibilidade de viajar pelo universo da leitura, da escrita, da arte, também permite remontar a identidade de um tempo. E a escola municipal professora Gildete  dos Reis Lima proporcionou essa viagem aos seus alunos e visitantes.   Partindo do conceito de museu, que segundo o grego, significa "templo das musas", o projeto de leitura "Museu, a crônica de um tempo", fez uma leitura do passado e do presente, buscando no passado os motivos para recriar o presente. Uma leitura de imagens, fatos e objetos que apresentam ao presente a magia das descobertas no passado.   O primeiro stand apresentou um museu com peças rústicas, objetos de uso pessoal, utensílios de cozinha, máquinas de escrever, de datilografar, de costurar, Tv, vitrolas, rádios, videogames, dentre outros. De lá sairam  as outras histórias, o reconto das memórias, em forma de texto, de imagem, de fatos. Cada um com sua particularidade histórica e social.














              
O segundo stand trouxe a magia dos "Contos populares". Com alguns personagens caracterizados por alunos da turma, o stand mostrou com simplicidade e graça as histórias que sempre povoaram o imaginário popular, com suas lendas e histórias fantásticas, numa tentativa de dominar a realidade através da  fantasia.   





Mais adiante tivemos "O  jornal" e "O gibi" como premissas para a análise de um tempo, sua história, sua trajetória. A presença da velha máquina de escrever recriou uma redação de jornal, na qual ainda se podia ouvir os ecos de um tempo de glórias, de acontecimentos marcantes e decisivos para o país. Um mural de nóotícias de todas as épocas trouxe de volta o retrato de um Brasil real, vivo e latente, presente e carente de mais braços para a luta. Ao lado o gibi, as histórias em quadrinhos que tanto incentivaram crianças a recriar o seu imaginário infantil, a ler, a escrever, a desenhar. Os livros produzidos pelos alunos, todos de quinta e sexta série, trazem a esperança e o sonho de  novos escritores e leitores do mundo. 





 Outro stand bastante siginificativo foi o da "história da poesia", que traçou uma linha do tempo, mostrando a evolução da poesia no Brasil, o conceito, autores, características, temas e textos. Um dos mais importantes, por revelar a sensibilidade dos escritores, ótimos observadores da realidade e recriadores da verdade escondida no ego da cada um. Lá o verossímil é inverossímel e a beleza, a arte da palavra é a referência desse trabalho. 

Por último nos deparamos com a matemática inserida e contextualizada em nossa vida. Os alunos da 5ª série "A" apresentaram os números do jeito que os utilizamos; comprando, dividindo, multiplicando, somando, subtraindo e ampliando nosso espaço. 




Assim, partindo do museu, as letras ganham forma e traduzem a leitura que o tempo faz da vida e transportam  para a realidade de cada lugar, de cada povo, de cada época a verdade contida em cada história dentro da  história maior  que é a nossa existência nesse mundo real e ilusório ao mesmo tempo. Esperamos que este trabalho tenha deixado em quem o prestigiou o desejo de continuar a escrever páginas de sucesso na história da vida, lendo e registrando o mundo no momento em que ele acontece.


        

Comentários

Izaque Vieira disse…
Ótimo!!!!Todos os alunos e professores estão de parabéns.Sabemos que a dificudade é grande ,mas a união sempre faz e transforma o que parece dificil de acontecer,eventos como este devem continuar acontecendo,pois são muito importantes e possibilitam essa intimidade com a leitura de uma forma geral....Valeu Betânia!!!!
Juzeth Freitas disse…
Já diz grandes escritores: " quem não lê não tem mt o que dizer".È preciso aguçar o prazer pela leitura de alguma forma; pois, moramos em um país, no qual livros custam mt caro.È de iniciativas como essa, q a nossa educação precisa. Avante!!! e Parabéns pela coragem e dedicação.

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