Entre o real e o imaginário

Mais um ano está terminando, e com ele, muitas experiências, fixações, simulações, desilusões, soluções, descasos, acasos... São tantas coisas para refletir, tantas necessidade a suprir que nunca sabemos ao certo o que pensar ou dizer. É fato que perdemos muito tempo com coisas miúdas. Deixamos de lado o calor de grandes amizades para dar espaço a picuinhas, a invejas, a rogos insanos. O que nos separa das pessoas somos nós mesmos. Nunca valorizamos o outro se este apresentar como impecilho potencial. O livre arbítrio nos leva onde queremos, mas ele também nos tolhe, pois muitas vezes nos conduz a querências negativas.
Vivemos numa ponte eterna, nunca sabemos o que queremos,pois o bom é sempre o que não temos e o que não somos. Melhor é sempre o do outro, bonito é sempre o que não temos e o muito é um infinito colorido que insistimos em buscar, a qualquer preço.
Daí chega o natal e entramos num estado de transe, no qual o que nos importa são os presentes que iremos ganhar, as comidas que iremos degustar e os enfeites cada vez mais luxuosos que vamos comprar e usar em nós ou em nossa casa. Não se sabe o sentido de nada que se vive ou se faz nessa passagem humana. As pessoas vivem em estado de inércia constante.
Quando ligamos a TV a única coisa que vemos são notícias catastróficas, as quais fingimos não ouvir e acreditar somente no que nossos anseios capitalistas mandam. Onde ficam a solidariedade e o amor fraterno?
Mas o que podemos fazer? Uma pergunta que traduz a total falta de conhecimento de si e do mundo, da lei da vida e de Deus. Nós é que somos o poder, nós é que somos a força, mas somos nós que somos a destruição também, acaso não saibamos compreender que só existe um único ser que pode tudo: DEUS!
Se nos enganamos com falsos sentimentos, com mania de poder, com falta de humanidade é porque queremos o fado do ridículo para escrever a nossa história. Se entendemos que o natal é a época dos presentes e somente isso, e porque desconhecemos a natureza do espírito que faz de nós seres completos diante do Criador. Assim, também somos dignos de pena se acreditarmos que nós é que podemos ou se vivermos sempre olhando o que o da nossa direita faz ou deixa de fazer. Que neste natal cada um saiba onde está a barreira entre o real e o imaginário e a transpô-la somente pela salvação e que aprendam a viver o real, desfrutando do imaginário somente o lazer.

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